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O que é · Libertarismo

O que é libertarismo?

Em 30 segundos

Libertarismo é a corrente política que defende a máxima liberdade individual e o menor Estado possível. O libertário quer o governo limitado a proteger a vida, a liberdade e a propriedade, e defende tanto o mercado livre na economia quanto a liberdade de escolha nos costumes.

Fontes: Encyclopaedia Britannica — Libertarianism ↗ · Stanford Encyclopedia of Philosophy — Libertarianism ↗

Revisado em 28 de outubro de 2026 · texto neutro, com a fonte de cada trecho

De onde vem

O libertarismo é herdeiro do liberalismo clássico. Da obra de John Locke vem a ideia de que cada pessoa é dona de si mesma e do fruto do próprio trabalho, e de que o governo existe para proteger esses direitos. No século 20, economistas da chamada escola austríaca, como Ludwig von Mises e Friedrich Hayek, defenderam que os preços de mercado coordenam a economia melhor do que qualquer planejamento central.

Fonte: Encyclopaedia Britannica — Libertarianism ↗

A formulação filosófica mais citada é a do americano Robert Nozick, no livro Anarquia, Estado e Utopia, de 1974. Para ele, só um Estado mínimo, restrito a proteger contra a força, o roubo e a fraude e a garantir contratos, se justifica; qualquer Estado mais extenso violaria direitos das pessoas.

Fontes: Robert Nozick — Anarquia, Estado e Utopia (1974) · Stanford Encyclopedia of Philosophy — Libertarianism ↗

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O que costuma defender
Na economia

Impostos baixos, poucos regulamentos, privatização de empresas estatais, livre comércio entre países e liberdade para contratar e empreender. Muitos libertários veem a tributação como algo a reduzir ao mínimo, e os mais radicais a comparam a uma apropriação forçada.

Fontes: Encyclopaedia Britannica — Libertarianism ↗ · Stanford Encyclopedia of Philosophy — Libertarianism ↗

Nos costumes

Que o Estado não interfira em escolhas que não prejudicam terceiros: o que cada um consome, com quem se casa, o que lê e diz. Por isso costumam defender a legalização das drogas, a liberdade de expressão ampla e o direito de possuir armas para autodefesa.

Fonte: Encyclopaedia Britannica — Libertarianism ↗

As vertentes

Minarquistas aceitam um Estado pequeno, com polícia, Justiça e defesa nacional, financiado por poucos impostos. Anarcocapitalistas, como o economista americano Murray Rothbard, vão além: acham que até esses serviços poderiam ser prestados por empresas privadas e associações voluntárias, sem Estado.

Fontes: Encyclopaedia Britannica — Libertarianism ↗ · Stanford Encyclopedia of Philosophy — Libertarianism ↗

Há ainda os chamados libertários de esquerda, menos conhecidos no Brasil. Eles também defendem a propriedade de si mesmo e as liberdades civis, mas entendem que os recursos naturais, como a terra, pertencem de algum modo a todos, o que justificaria alguma redistribuição.

Fonte: Stanford Encyclopedia of Philosophy — Libertarianism ↗

Libertário, liberal e conservador

O liberal, no sentido brasileiro, defende o mercado na economia, mas pode aceitar um Estado que regula, oferece serviços públicos e garante uma rede de proteção. O libertário é mais radical na redução do Estado. Já o conservador pode concordar com o libertário na economia e discordar nos costumes, por valorizar tradição, religião e ordem.

Fontes: Encyclopaedia Britannica — Liberalism ↗ · Encyclopaedia Britannica — Conservatism ↗ · Encyclopaedia Britannica — Libertarianism ↗

No modelo de bússola política, o libertário fica no extremo da liberdade nos dois eixos. No teste do Voto por Ideias, quem responde assim tende a cair no perfil Liberal, que reúne menos Estado na economia e mais liberdade nas escolhas pessoais.

Fonte: Encyclopaedia Britannica — Political spectrum ↗

Críticas e respostas
O que os críticos costumam dizer

Que sem Estado ativo a desigualdade cresce e quem nasce pobre fica sem chance real de escolha; que o mercado sozinho não oferece bem saúde, educação básica, saneamento e proteção ambiental; e que liberdade formal pouco vale para quem não tem o mínimo para viver.

Fonte: Stanford Encyclopedia of Philosophy — Libertarianism ↗

O que os defensores costumam responder

Que o crescimento econômico do mercado livre é o que mais reduziu a pobreza; que caridade, associações e famílias protegem melhor do que a burocracia; que o Estado também falha, gasta mal e pode ser capturado por interesses; e que coagir alguém, mesmo por boa causa, viola um direito.

Fontes: Encyclopaedia Britannica — Libertarianism ↗ · Stanford Encyclopedia of Philosophy — Libertarianism ↗

Perguntas frequentes

O que defende um libertário?

O máximo de liberdade individual e o mínimo de Estado: impostos baixos e mercado livre na economia, e liberdade de escolha nos costumes, desde que não prejudique terceiros.

Qual a diferença entre libertário e liberal?

O libertário é uma versão mais radical do liberal. O liberal aceita um Estado que regula e oferece serviços; o libertário quer o Estado restrito a proteger direitos, ou nem isso, no caso dos anarcocapitalistas.

Libertário é de direita ou de esquerda?

Na economia, a maioria fica à direita, pela defesa do mercado. Nos costumes, se aproxima de posições progressistas, como a legalização das drogas. Por isso o rótulo não cabe numa linha só entre esquerda e direita.

O que é anarcocapitalismo?

É a vertente libertária que dispensa o Estado por completo: segurança, Justiça e outros serviços seriam oferecidos por empresas privadas e associações voluntárias. Murray Rothbard é o autor mais associado à ideia.

Fontes

Todas as fontes (6)

Texto escrito pelo Voto por Ideias a partir dessas obras de referência, sem copiar trechos. As críticas resumem o que cada lado costuma dizer, com o mesmo espaço para os dois, e não são a opinião do site. O site não classifica candidatos.

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