O que é · Copom
O que é o Copom?
Em 30 segundos
O Copom (Comitê de Política Monetária) é o grupo do Banco Central que define a taxa básica de juros da economia, a Selic. É formado pelo presidente e pelos oito diretores do banco, que se reúnem oito vezes por ano para manter a inflação dentro da meta.
Fonte: Banco Central do Brasil — Copom (Comitê de Política Monetária) ↗
Revisado em 28 de outubro de 2026 · texto neutro, com a fonte de cada trecho
Quem decide e quando
O Copom foi criado em 1996. Votam o presidente do Banco Central e os oito diretores, nove pessoas no total. As reuniões ordinárias são oito por ano, uma a cada cerca de 45 dias, e duram dois dias: no primeiro, a equipe técnica apresenta análises; no segundo, os membros votam.
Fonte: Banco Central do Brasil — Copom (Comitê de Política Monetária) ↗
A decisão sai em comunicado no fim do segundo dia, com o placar da votação. Cerca de uma semana depois, o banco publica a ata, que detalha os motivos e os riscos considerados. Analistas leem cada palavra do comunicado e da ata em busca de sinais sobre as próximas decisões.
Fonte: Banco Central do Brasil — Copom (Comitê de Política Monetária) ↗
Mais Estado ou mais mercado na economia? Veja onde você fica no mapa.
Fazer o testeContinue lendo
A meta de inflação
Quem fixa a meta não é o Copom, mas o Conselho Monetário Nacional. Desde 2025, a meta é contínua: 3% ao ano, medida pelo IPCA acumulado em 12 meses, com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. A meta é considerada descumprida se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses seguidos.
Fontes: Banco Central do Brasil — Meta para a inflação ↗ · Presidência da República — Decreto nº 12.079/2024 (meta contínua de inflação) ↗
Quando isso acontece, o presidente do Banco Central precisa publicar uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando os motivos e as medidas para trazer a inflação de volta à meta.
Fontes: Banco Central do Brasil — Meta para a inflação ↗ · Presidência da República — Decreto nº 12.079/2024 (meta contínua de inflação) ↗
Como a Selic afeta a economia
A Selic é a referência para os juros de toda a economia. Quando o Copom a eleva, empréstimos, financiamentos e o cartão de crédito tendem a ficar mais caros, o consumo e o investimento esfriam e os preços sobem menos. Quando a reduz, o crédito fica mais barato e a atividade tende a acelerar, com o risco de mais inflação.
Fonte: Banco Central do Brasil — Copom (Comitê de Política Monetária) ↗
A Selic também pesa nas contas públicas, porque boa parte da dívida do governo paga juros ligados a ela. E rende mais para quem aplica em títulos públicos e investimentos de renda fixa.
Fonte: Banco Central do Brasil — Copom (Comitê de Política Monetária) ↗
A autonomia do Banco Central
Desde a Lei Complementar 179, de 2021, o presidente e os diretores do Banco Central têm mandatos fixos de quatro anos, que não coincidem com o do presidente da República. Eles são indicados pelo presidente e aprovados pelo Senado, e só podem ser demitidos em situações previstas na lei.
Fonte: Presidência da República — Lei Complementar nº 179/2021 (autonomia do Banco Central) ↗
A lei dá ao banco o objetivo principal de assegurar a estabilidade de preços e, sem prejuízo disso, suavizar as flutuações da atividade econômica e fomentar o pleno emprego.
Fonte: Presidência da República — Lei Complementar nº 179/2021 (autonomia do Banco Central) ↗
Críticas e respostas
Que juros altos por muito tempo travam o crescimento e o emprego, encarecem a dívida pública e transferem renda para quem tem aplicações financeiras; e que um banco central autônomo decide algo com grande efeito social sem passar pelo voto.
Fontes: Presidência da República — Lei Complementar nº 179/2021 (autonomia do Banco Central) ↗ · Banco Central do Brasil — Copom (Comitê de Política Monetária) ↗
Que a inflação alta é o que mais prejudica os mais pobres, que não têm como proteger o salário; que juros baixos na marra trazem inflação e juros ainda mais altos depois; e que mandatos fixos protegem a política monetária de pressões eleitorais de qualquer governo.
Fontes: Presidência da República — Lei Complementar nº 179/2021 (autonomia do Banco Central) ↗ · Banco Central do Brasil — Meta para a inflação ↗